Apologética

Quanto vale?


Estava lendo aleatoriamente as notícias dos principais sites, jornais e revistas do país, quando um pensamento tomou minha atenção.

Tudo na internet está atrelada ao comércio digital ou praticamente tudo e comecei a fazer mentalmente um exercício de precificar ou tentar precificar o que não pode ser precificado.

Quanto será que vale acordar mais um dia? Quanto vale? Tem preço? É mensurável? É tangível? É palpável? Infelizmente não!

Enxergar, ter ambos os olhos saudáveis, quanto será que vale essa graça divina, essa enorme misericórdia do senhor Jesus? Também não tem preço e de olhos e visão posso falar catedraticamente, pois já realizei três cirurgias de grande porte nos olhos e graças ao meu senhor e salvador Jesus Cristo, a minha família, aos médicos, aos amigos e a outras pessoas, ainda consigo enxergar com suficiência.

Quanto será que vale um coração saudável bombeando sangue, dois pulmões funcionando o mais rápido possível sem precisar da ajuda de alguma máquina para respirar? Isso não tem preço… mas chegarei ao ponto logo, logo.

Quanto será que porventura vale ter os rins saudáveis filtrando as impurezas do organismo sem a necessidade de estarmos conectados em uma máquina de hemodiálise, como testemunhei o meu amado e já falecido pai sofrendo em uma dessas por anos a fio. É imensurável!

E já terminando as “precificações” quanto vale ter duas pernas e dois braços? Andar, correr, manipular objetos, poder trabalhar.
Quanto será meu Deus, que vale um cérebro saudável, um raciocínio rápido, livre de doenças que te paralisam, te reduzem, te tolhem, te diminuem no funcionamento do seu intelecto ou até da fala de uma simples palavra? Não tem preço!

Tudo que citei é incalculável, de valor inatingível, inalcançável e tudo nos é dado somente pela graça e a misericórdia de Deus.

Não há valor para podermos dizer o preço de uma família, de filhos saudáveis, de ter um trabalho, uma igreja, uma casa e até o nome escrito no livro da vida eterna.

O senhor já se entregou por nós, foi humilhado, cuspiram-lhe no rosto, o açoitaram, o crucificaram, riram-se, zombaram, momentaneamente o separaram de Deus pai e nós passamos os dias murmurando, reclamando, nervosos, intempestivos, donos da razão e aquele que nos faz conseguir respirar se entregou por nós.

E foi por isso que, comecei tentando fazê-los refletir que se tudo isso não tem preço, qual o motivo para tanto murmúrio?

O cordeiro de Deus pagou na cruz e não porque merecemos tal sacrifício, longe disso, bastante longe inclusive, mas foi porque ele nos amou primeiro, ele já veio como homem e com destino traçado. Dar a vida por nós!

E na nossa mesquinhez e ignorância plena, ficamos agarrados as coisas do mundo, a dinheiro, a poder, a influência, a um veículo, a isso ou aquilo se o caminho final é a vida eterna, é a comunhão com o Cristo.

É preciso muita reflexão, estudo da palavra, para podermos chegar o mais perto possível de ter o galardão de quem sabe nos unirmos a ele, pois apenas por méritos próprios, obras, orações e o resto, ainda assim, estaríamos condenados.

Só a graça de Deus é que poderá nos socorrer. A salvação não está na religião, não está na igreja, não está em fazer o bem, não está nas boas obras, não está em nada, senão na graça e misericórdia de Deus.

Todo resto são derivações de consequências, ser bom traz uma consequência, ser um criminoso traz outra e assim em diante. (O que poderemos explicar em um artigo).

Nada disso nos dá a salvação, pois se assim fosse, a salvação seria um comércio, um jogo, um demonstrativo e Deus não negocia com ninguém.

Na pergunta que rege o artigo, quanto valeria a salvação eterna?

Termino sempre com uma frase e hoje escolhi uma frase bíblica, pois assim não poderia deixar de ser. Solicito vênia inclusive visto que a frase escolhida é uma das frases mais apaixonantes na minha humilde opinião na trajetória de Cristo Jesus.

Lucas 23:43.
“Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso”.

Ou diretamente do grego: “Ἀμήν σοι λέγω σήμερον μετʼ ἐμοῦ ἔσῃ ἐν τῷ παραδείσῳ”.

Por Júnior Belchior

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