Apologética

A Morte.

A Morte

O tema é polêmico. Há séculos as discussões rondam diversas teses, e a única certeza entre todas elas é que, inevitavelmente, a morte chegará. Minha crença é a que consta na Bíblia Sagrada, na parte em que Cristo diz ao pecador que está ao seu lado, também crucificado: Lucas 23:43 — “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” É nessa promessa que creio e é nela que reside minha fé. No entanto, as teses são diversas, desde a reencarnação até o mais absoluto nada.

O medo é quase uma unanimidade entre nós, pobres mortais. Mas, biblicamente falando, quem confessou que Jesus Cristo é seu Senhor e Salvador e se tornou uma nova criatura poderia festejar por antecipação. Hoje, na modernidade, com todos os avanços tecnológicos e da própria medicina, é difícil para a humanidade aceitar que é um ser mortal, que sua existência terá um fim. O avanço da medicina, como citei anteriormente, tem grande responsabilidade por fazer o ser humano, por vezes, até esquecer que esse dia irá chegar.

Particularmente, já tive esse receio. Entretanto, atualmente, confesso não o ter mais. Creio que a fé afastou de mim esse receio, e a vida fica extremamente leve após vencer esse estigma. A hora que chegar, chegou. Abraço a todos e nada de choradeira, por gentileza, pois estarei ao lado de Cristo, onde acredito ser o melhor lugar para se estar.

A incessante busca pela longevidade, impulsionada pelos avanços científicos e pela cultura de negação da morte, cria uma ilusão de controle sobre o inevitável. Essa mentalidade, embora compreensível, muitas vezes impede o indivíduo de viver plenamente o presente e de se preparar espiritualmente para o futuro. A crença na própria imortalidade, ou na capacidade de adiar indefinidamente o fim, pode levar a uma vida de superficialidade e a um distanciamento das questões existenciais mais profundas, deixando a pessoa despreparada para o momento em que a finitude se apresentar de forma inquestionável.

Para aqueles que encontram refúgio na fé, a morte deixa de ser um abismo desconhecido e se transforma em uma transição. A promessa do paraíso, a certeza de um reencontro e a convicção de que a vida terrena é apenas uma etapa de uma jornada maior, dissipam o temor.

Essa paz, que “excede todo o entendimento”, permite que se encare o fim com serenidade e até com uma certa expectativa, transformando a perspectiva da partida em um momento de celebração da vitória sobre as amórias e da entrada em uma nova dimensão de existência ao lado do Criador.

Viver com a consciência da mortalidade, paradoxalmente, pode ser o catalisador para uma vida mais plena e significativa. Ao invés de ser um fator de angústia, a finitude nos impulsiona a valorizar cada momento, a cultivar relacionamentos genuínos, a buscar propósito e a deixar um legado que transcenda a existência física.

A verdadeira sabedoria reside em aceitar a impermanência, em se desprender do que é transitório e em focar no que é eterno, permitindo que a vida seja vivida com leveza, gratidão e a certeza de que o destino é um lugar de paz e plenitude.

Termino este texto com uma frase reflexiva, como sempre o faço. E hoje deixo-vos com uma frase do poeta e escritor espanhol Francisco Quevedo:

“Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida.”

Júnior Belchior

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