Reflexões

Amizade Verdadeira: Repreensão ou Bajulação?

Amizade Verdadeira

Hoje, ao ouvir um hino de Aline Barros interpretado por dois jovens, uma questão fundamental me veio à mente: “O bom amigo é aquele que te bajula, satisfazendo seu ego, ou o que te repreende e te avisa quando você está errado?” Tenho certeza de que todos responderão em uma só voz, afirmando categoricamente que o bom amigo é o que repreende e adverte sobre todo mal.

No entanto, a realidade nem sempre reflete essa verdade. O bajulador, que talvez até se diga seu amigo (embora eu duvide), é quem frequentemente te levará ao erro pelo pecado da omissão. Sim, omissão é pecado. Muitos pensam que, ao se calarem diante de uma injustiça ou de qualquer situação errada, estão somente se eximindo de responsabilidade e evitando dores de cabeça. Grande engano! Como a Bíblia nos mostra em Tiago 4:17: “Refleti sobre isto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” A omissão, portanto, é um pecado tão grave quanto qualquer outro, ou até pior, pois suas consequências podem ser devastadoras.

É lamentável que, atualmente, tenhamos visto tanta omissão, com pessoas acreditando que por se omitirem não pecaram e que está tudo bem. É crucial que as igrejas, de todas as denominações, comecem a esclarecer amplamente que o ato de se omitir, permitindo que alguém seja injustamente acusado ou sofra algo pior, é gravíssimo aos olhos de Deus. O Brasil, infelizmente, enfrenta uma desinformação bíblica extremamente violenta; o “achismo” está vencendo a Palavra de Deus, e o ser humano caminha a passos largos para a perdição.

A omissão, frequentemente disfarçada de neutralidade ou de “não querer se meter”, é um campo fértil para a proliferação da injustiça e da irresponsabilidade. Quando testemunhamos uma situação errada e nos calamos, não apenas falhamos em nosso dever moral, mas também nos tornamos cúmplices silenciosos. Essa apatia coletiva enfraquece os laços sociais, deteriora a confiança e cria um ambiente onde a verdade é silenciada e a mentira prospera sem oposição. A ausência de confrontação permite que o erro se enraíze, corroendo a estrutura de uma sociedade que deveria ser alicerçada na honestidade e na justiça.

Diante desse cenário, um despertar espiritual e moral se faz urgente. Não basta somente conhecer os preceitos bíblicos; é preciso vivenciá-los ativamente. As comunidades de fé têm a responsabilidade de ir além do ensinamento teórico, incentivando seus membros a serem agentes de mudança, a falar a verdade com amor e a não temer a repreensão construtiva. Este é um momento crucial para reafirmar que a fé genuína se manifesta na ação e no compromisso com a retidão, combatendo a passividade que leva à ruína e reafirmando o papel transformador da Palavra de Deus na vida de cada indivíduo e na sociedade na totalidade.

Para reverter esse quadro de desinformação e omissão, é fundamental reconstruir a consciência individual e coletiva sobre a importância da verdade e da responsabilidade. Isso implica em um esforço contínuo de educação, não somente nas igrejas, mas em todos os âmbitos sociais, para as pessoas compreenderem o peso de suas escolhas e a gravidade de suas omissões. Fortalecer a convicção de que fazer o bem, mesmo quando impopular, é um dever e uma bênção, é essencial para que o “achismo” seja substituído pelo discernimento bíblico, guiando o ser humano de volta a um caminho de integridade e esperança.

“Onde não há verdade, não pode haver confiança. E onde não há confiança, não pode haver amor.”

Santo Agostinho

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