
Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que me refiro ao crente evangélico. Na acepção da palavra, “crente” é todo aquele que crê, mas não é sobre esse que falarei hoje.
Ultimamente, observo as coisas de forma mais crítica. Não sei se é uma fase ou se, conforme adquirimos mais conhecimento sobre certos assuntos, isso naturalmente aflora. Pode ser a idade, a soberba ou até a velha falta de modéstia misturada com a falsa certeza de que sabemos tudo. Creio, porém, que seja um pouco de cada. Não me considero superior a ninguém; trato do desembargador ao porteiro da mesma forma e não sou uma pessoa vaidosa. Peço a Deus que não seja isso e, caso seja, que alguém me avise, por gentileza.
O fato é que tenho me deparado com pessoas que se dizem crentes, mas, à medida que a amizade cresce, começo a notar que o irmão que se dizia crente, na verdade, é “quente”. Claro, vocês podem questionar, com toda razão, se tenho capacidade de discernimento e moral para afirmar isso. É subjetivo, mas existem características infalíveis para reconhecer tal pessoa, e vou abordá-las a seguir.
E o que seria o “quente”? O primeiro sinal é não ler a Palavra de Deus. Uma pessoa que não lê a Bíblia não pode ser considerada crente (refiro-me ao evangélico). Quem usa um vocabulário chulo, não pode ser crente. Quem não ora diariamente, não pode ser crente. Quem humilha os outros, definitivamente não pode ser crente. E eu poderia passar a noite toda citando outras características semelhantes.
Antes que alguém apareça dizendo que não é bem assim, já respondo: é claro que estou falando de uma constância, não de uma pessoa que, por exemplo, em um dia específico, soltou um palavrão ou deixou de ler a Bíblia. Tenho bom senso, não sou extremista, e, por vezes, também digo um palavrão ou esqueço de orar. Afinal, não quero ser canonizado nem virar santo.
Há também o “quente 50/50”, o famoso “Fifty Fifty”, termo bastante utilizado nos EUA. Esse tipo fica 50% na igreja evangélica e 50% na igreja católica: vai à procissão de todos os santos e, logo depois, à Marcha para Jesus. Esse, como diz o humorista, “está mais perdido que bala em boca de banguela”.
O verdadeiro crente não usa linguagem chula, não destrata ninguém, não se acha superior, ajoelha-se para orar, faz o bem sem esperar nada em troca, lê a Palavra de Deus e assim por diante. Por que digo isso? Simples! O verdadeiro crente está sempre em busca de se aproximar mais de Cristo, de seus ensinamentos, de Sua Palavra, de Sua fé e de Seu sacrifício por todos nós. E poderia citar dezenas de outras características.
Aproveitando o tema, alerto-vos: alguns podem enganar toda a humanidade, mas jamais enganarão a Deus. Essa certeza eu tenho. É bom ir se corrigindo (inclusive eu), pois a vida eterna não é aqui na Terra, mas no céu. Na Terra, somos todos enterrados da mesma forma: a pessoa vai do jeito que chegou, sem levar nada. Depois de seis meses, a família já esqueceu. Portanto, não adianta tanta empáfia, como vejo por aí, pois todos iremos sucumbir ao pó.
Por fim, gostaria de deixar claro que não sou dono da verdade, não sou exemplo de nada, estou longe da perfeição e não mando em ninguém. Mas gosto de escrever e aconselhar sempre que possível.
Termino, como de costume, com uma frase. Hoje, utilizarei uma passagem bíblica presente no Evangelho de Marcos 13:22-23 (por coincidência, é o evangelho que estou estudando atualmente). A frase é a seguinte: “Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão sinais e maravilhas para, se possível, enganar os eleitos. Por isso, fiquem atentos: avisei-os de tudo antecipadamente.”
Por Júnior Belchior

