Arrogância e Prepotência

Arrogância e prepotência são duas características que, quando um indivíduo as possui, é melhor correr! Se não correr, prepare o coração, a mente e os ouvidos para escutar uma enxurrada de absurdos.
Tenho me deparado, infelizmente, com algumas pessoas que exibem essas “esplendorosas” qualidades, e só a paciência de Jó, misturada com uma parecida com a minha, para aguentar essa gente.
São pessoas que, com toda certeza do mundo, sonham com esta frase toda santa noite: “EU SOU O MELHOR EM TUDO”; e o pior é que acreditaram nisso e nada nem ninguém consegue abduzi-los de volta à Terra.
Parece estranho, pois geralmente as pessoas dizem que foram abduzidas para fora da Terra. Esse pessoal não, eles têm que ser abduzidos de volta, visto que já estão fora do globo terrestre.
Imagino que grande parte já esteja rindo, mas o caso é extremamente sério. Primeiramente, esse pessoal “comprou” a verdade. Não adianta tentar argumentar, mostrar o óbvio, porque se na cabeça deles 2 + 2 = 3, não há quem os faça admitir o contrário. É surreal.
Pedido de desculpas? Podemos deitar e aguardar o próximo milênio. São seres alérgicos ao erro; logo, na cabeça de quem não erra, não existe espaço para desculpas. Está certo, inclusive é o único raciocínio lógico que conseguem fazer; o resto é só ignorância e vaidade.
Já tive o desprazer de conhecer algumas almas desse calibre. É pavoroso, você começa a partir daquele momento a exercitar diuturnamente a paciência e o autocontrole.
Sinceramente, já me perguntei diversas vezes se era somente muita autoconfiança ou arrogância. Infelizmente, é arrogância mesmo; autoconfiança em excesso não faz a pessoa se comparar com Deus.
Em algumas exceções, nota-se que ali existe bondade, mas infelizmente são só lampejos de um teatro muito bem ensaiado, justamente para que você descontraia e vire um alvo novamente.
Hoje, mais experiente, eu nem começo nenhum tipo de amizade ou relação quando me deparo com essa “raça superior” de seres humanos.
O mais grave é que há alguns que completaram a maioridade há poucas primaveras, mas já estão nessa “vibe”. Infelizmente, faltarão psicólogos para tanta demanda, pois a vida é implacável: ou você aprende por bem, ou aprenderá inevitavelmente por mal.
A arrogância e a prepotência não são somente traços de personalidade desagradáveis; elas representam barreiras significativas para o crescimento pessoal e interpessoal. Indivíduos com essas características frequentemente se isolam, pois sua postura impede a troca genuína de ideias e a construção de relacionamentos saudáveis baseados em respeito mútuo. A incapacidade de reconhecer erros ou de se desculpar mina a confiança e a colaboração, essenciais em qualquer ambiente, seja ele profissional ou pessoal.
Além disso, a perpetuação da arrogância pode estar ligada a uma profunda insegurança. Muitas vezes, a necessidade de se apresentar como superior e infalível é uma forma de compensar fragilidades internas. Essa máscara de autossuficiência, no entanto, é frágil e pode desmoronar diante de desafios reais, expondo a vulnerabilidade que tanto se esforçaram para esconder. O ciclo vicioso se instala: quanto mais inseguros, mais arrogantes se tornam, afastando as pessoas que poderiam oferecer apoio e feedback construtivo.
É crucial que a sociedade e, em particular, os sistemas educacionais e familiares, incentivem valores como humildade, empatia e a capacidade de autocrítica desde cedo. A vida, como bem mencionado, é um grande professor, mas o aprendizado forçado pela adversidade pode ser doloroso. Cultivar a consciência de que o conhecimento é vasto e que sempre há algo a aprender, independentemente do quão talentoso ou bem-sucedido se seja, é o antídoto mais eficaz contra a arrogância.
Termino sempre com uma frase; hoje escolhi uma de autoria desconhecida: “A arrogância transforma gênios em palhaços”.
Por Júnior Belchior
