Apologética

O “NÃO” é pedagógico — Júnior Belchior

NÃO pedagógico

Receber um “não” pode ser bastante doloroso dependendo da situação, mas com certeza sempre será bastante pedagógico. O não, nem sempre deve ser encarado como negativo, muitas vezes ele é um livramento de Deus. Nem tudo que queremos nos fará bem e o senhor não dorme, não cochila e nem tira férias. Hoje, quando olho para trás, consigo claramente elencar diversas coisas, que eu queria ouvir um, SIM, mas graças a Deus me disseram um sonoro não.

O mais engraçado disso tudo, é constatar que, no momento, o susto vem, a tristeza bate, mas no futuro, vejo que estava completamente enganado. Um sim seria algo tão prejudicial, que agradecer a Deus ainda é pouco.

O ser humano é muito imediatista, ele quer tudo para ontem, muita coisa para hoje e quase nada para amanhã. É justamente aí onde reside o perigo, nós atropelamos as coisas, nos falta discernimento e quase sempre, bom senso. Logicamente, que existem circunstâncias onde o não está realmente errado e no futuro, você somente terá a oportunidade de conferir a prova dos nove.

Nem em tudo também erramos, é passível de ocorrer um NÃO, por falta de esforço, teimosia ou vontade alheia. Principalmente no caso da vontade alheia, não há muito o que fazer, faltou simbiose, entendimento, clarevidência e outras coisinhas dependendo da situação.

A frase “não há um mal, que não traga um bem” é praticamente uma verdade universal, bendito seja, quem em boa hora a disse, pois 99,9% das vezes é a pura verdade. Saibamos receber o NÃO, inclusive este que vos escreve, também precisa, muitas vezes, aceitar o que não é para ser e pronto.

Apesar da calma quase tibetana, que tenho, é preciso aceitar, digerir tudo e rapidamente, partir para a próxima. Se vos disserem, que é fácil e tudo um mar de flores, é mentira, muita coisa dói, é injusta, execrável, ingrata, mas a vida é assim mesmo. Jesus Cristo, nos deixou essa lição, basta lermos João 16:33; “Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. Se o filho de Deus assim o disse, engula o choro, pois não há nada a ser feito, teremos aflições, contudo tenha ânimo. Essa parte final do versículo citado, nos ensina claramente que, não importam os problemas que virão, não deixem seus corações ficarem perturbados, mas encham-se de coragem. É praticamente uma ordem para não desistirmos.

A resiliência reside justamente na capacidade de transformar a frustração do “não” em aprendizado e motivação. Cada porta fechada pode direcionar para um novo caminho, talvez mais adequado aos nossos reais propósitos e necessidades. É como um rio que encontra um obstáculo: em vez de parar, ele contorna, ganha força e segue seu curso, muitas vezes descobrindo paisagens ainda mais belas. A maturidade emocional nos ensina a não personalizar a rejeição, a entender que nem sempre o “não” é sobre nós, mas sobre circunstâncias, escolhas alheias ou um timing inadequado.

Além disso, a experiência de receber um “não” fortalece nossa capacidade de lidar com a adversidade. A vida é feita de altos e baixos, de conquistas e de perdas. Aprender a processar a decepção de um “não” nos prepara para enfrentar desafios maiores, tornando-nos mais resilientes e perseverantes em nossos objetivos. Cada “não” superado é um degrau a mais na escada do nosso crescimento pessoal, moldando nosso caráter e nos tornando mais fortes para as próximas etapas da jornada.

Portanto, que abracemos o “não” não como um fim, mas como um novo começo. Que a dor inicial se transforme em sabedoria e a recusa em um trampolim para novas oportunidades. Que a confiança no Senhor e em nossos próprios talentos nos guie através dos momentos de incerteza, sabendo que, mesmo nas negativas, há sempre uma lição valiosa a ser aprendida e um bem maior a ser alcançado.

Termino como sempre com uma frase, mas antes direi incessantemente, o NÃO, não vai lhe matar e fará maravilhas quando vier o, SIM, por isso não tendes receios, confie no senhor. Ia esquecendo da frase….. A frase é ótima para quem gosta de ser bajulado, é do fundador da Paramount, Samuel Goldwyn: “Eu não quero um homem que só diga sim trabalhando comigo. Quero alguém que fale a verdade — mesmo que isto lhe custe o emprego”.

Por Júnior Belchior

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