Apologética

Pecado.


O tema é bastante difuso e controverso, porém necessário e merece a explicação devida.

Existem basicamente dois tipos de pecado: o pecado involuntário e o pecado voluntário. Infelizmente, isso não é explicado em toda igreja e muito menos debatido.

Numa época em que a maioria das pregações são sobre teoria da prosperidade, riquezas, dinheiro, bondade e perseguição do maligno, as explicações sobre o que é fundamental estão falecendo nos cultos e missas celebradas país afora.

Infelizmente, a maioria das igrejas não ensina mais nada sobre a palavra de Deus; a moda é culpar o dito cujo por tudo e qualquer coisa, gritar que tudo é livramento e bradar que tudo é prosperidade ou não prosperidade, dependendo muito de quem diz e de quem escuta.

Vamos para o pecado voluntário. O pecado voluntário é aquele pecado que você sabe que está pecando, conhece as consequências, mas mesmo assim não tem conversa, peca e pronto, seja o que Deus quiser. Afinal, empurraram na sua mente que Deus perdoa tudo e é só bondade e amor, que justiça e ordem é coisa de gente que gosta de assustar e escandalizar a plateia.

Meu conselho a esses hereges é: continuem e no final a surpresa virá. Qual será a surpresa? Aí é com cada um e o Senhor.

O outro pecado é o involuntário. Ele lhe faz pecar mesmo contra a sua vontade, e explico:

Imagine-se vendo televisão num domingo à noite e do nada, não mais do que do nada, começa a propaganda da cerimônia da Miss Universo ou Mister Universo, dependendo do que lhe agrade mais. Logicamente, a propaganda é cheia de beldades, etc. Aquilo, como é óbvio, pode ou não ser objeto de desejo de quem estava assistindo a um filme, ou o que mais lhe apetecer. E do nada entra um comercial apelativo como esse ou outro qualquer.

Pronto, está consumado o pecado. Você involuntariamente, sem saber o que iria passar, foi surpreendido por dezenas de mulheres ou homens solteiros(as), bonitos(as) e com pouca roupa. Pecou!

Esse é o pecado involuntário. Dei o exemplo de mulheres solteiras ou homens, pois foi a primeira coisa que me veio à cabeça para explicar melhor, mas poderia ser comida, inveja de alguém que está passando na televisão ou qualquer outra coisa pecaminosa.

Esse tipo de pecado é automaticamente perdoado; não houve dolo, como se diz no direito; você não premeditou absolutamente nada, foi pego de surpresa e “boom”, pecou.

Fique tranquilo(a), esse perdão vem rápido. Mas no caso do pecado voluntário, aí é melhor: ajoelhar-se, pedir perdão a Deus e somente a ele, pois ele é o único que tem o poder para perdoar. Não existe intercessão perante Cristo, nem do pastor, nem do padre, nem de qualquer outra divindade que você porventura escolher.

“Só se vai ao Pai através do Filho”; lembre-se sempre disso e tudo tende a acabar bem. O que pode mudar e com certeza mudará são as consequências de cada pecado. Roubar uma bala ou um banco são pecados iguais; a consequência é que é bastante diferente.

Logo, não existe aquela historinha de ter pecados grandes ou pequenos; nada disso; existe pecado e não pecado. Tanto faz o tamanho; a consequência é que mudará conforme a gravidade.

Também não existe meio pecado, assim como não existe meio grávida; está grávida ou não está; se pecou, pecou; peça perdão e não peque mais. Não tente enganar o Senhor como se ele fosse seu parceiro de esquina; isso não irá funcionar. Deus não negocia; não transige; não tem meio-termo nem meias verdades; o papo tem que ser reto, como dizem os mais jovens.

É importante ficar atento ao vício do pecado; não adianta pecar duzentas vezes sobre o mesmo assunto e pedir perdão. Deus não é palhaço nem burro para ficar nessa brincadeira de “peca e perdoa”, “peca e perdoa”; isso é querer fazer do Senhor besta e com certeza terminará mal.

Chegou a hora de você, caro leitor, estar se perguntando: “E esse rapaz que escreve por acaso não peca? Veio só esculhambar tudo? Haha.”

Peco, sim, mas não apenas no mesmo assunto mil vezes nem tento enganar o Criador com desculpas esfarrapadas como se fosse apenas um engano.

Não faça isso; assuma seu pecado; prostre-se e peça perdão de verdade; não peça perdão apenas por pedir; Deus conhece o coração de cada um de nós.

Termino sempre com uma frase; hoje escolhi uma do filósofo alemão e grande nome do iluminismo Immanuel Kant: “Tudo o que não puder contar como fez, não faça!”

Por Júnior Belchior

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