O que nenhum pastor ou padre te conta

O Que Nenhum Pastor ou Padre Te Conta — Parte 3

O Que Nenhum Pastor ou Padre Te Conta — Parte 3

Pastor ou Padre

Pastor ou padre Existe uma palavra que todo cristão repete várias vezes por semana, no final de cada oração, no final de cada culto, no final de cada versículo lido em voz alta. Uma palavra tão comum que virou automática. Tão repetida que perdeu o peso. E, quando você descobrir o que ela realmente significa, nunca mais vai conseguir dizê-la da mesma forma.

A palavra é amém. E ela não significa o que te ensinaram. O que a maioria das pessoas aprendeu?

A resposta padrão, a que você provavelmente ouviu desde criança, é que amém significa “assim seja”. Uma espécie de confirmação, um ponto final espiritual, um sinal de que a oração acabou e você pode abrir os olhos.

Não está errado. Mas está incompleto. E incompleto, nesse caso, significa que você tem pronunciado uma das declarações mais poderosas da fé cristã sem saber o que está saindo da sua boca. Para entender o que “amém” realmente carrega, você precisa ir ao hebraico. E, no hebraico, as palavras não são apenas sons com significado. São estruturas com profundidade, camadas que se revelam quando você para para olhar com cuidado. Amém em hebraico é escrito com três palavras: aleph, mem e nun. E aqui começa o que vai mudar a sua perspectiva de forma definitiva.

No hebraico antigo, amém não é apenas uma palavra. É a abreviação de uma frase completa. Cada letra representa uma palavra, e juntas essas três palavras formam uma declaração teológica que a tradução “assim seja” não consegue nem começar a capturar. Aleph representa “El”, que significa Deus. Mem representa “Melech”, que significa Rei. Nun representa “Neeman”, que significa Fiel. El Melech Neeman. Deus, Rei Fiel.

Quando você diz amém, você não está apenas concordando com o que foi dito. Você está invocando a fidelidade do trono sobre a sua petição. Você está declarando que o Deus que ouve é Rei, e que esse Rei é fiel ao que prometeu. Não é uma formalidade. É uma afirmação de soberania.

O próprio Cristo se identificou com essa palavra. Isso seria suficientemente poderoso por si só. Mas o Novo Testamento acrescenta uma camada que vai além de qualquer etimologia. Em Apocalipse 3:14, Cristo se apresenta com um título que a maioria dos leitores passa sem parar: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.”

Pense no peso disso. Jesus não usa “amém” apenas como palavra. Ele a assume como identidade. Ele não apenas diz a verdade; Ele é a verdade. Não apenas confirma as promessas; Ele é a garantia das promessas. “Porque todas as promessas de Deus são nele, sim; portanto, também por ele é o amém.” (2 Coríntios 1:20). Cada vez que você diz amém ao final de uma oração, você está, conscientemente ou não, ancorando aquela petição na pessoa de Cristo. O amém não é o ponto final da oração. É a assinatura do Eterno sobre ela.

Existe uma diferença enorme entre dizer amém como hábito e dizer amém como declaração. O hábito não exige consciência. A declaração exige. E a fé que move montanhas não opera no piloto automático. Paulo, ao escrever sobre a oração, não estava descrevendo uma formalidade religiosa. Estava descrevendo um ato de aproximação a um trono. “Cheguemo-nos, portanto, com confiança, ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça. (Hebreus 4:16) O trono não é metáfora decorativa. É a realidade que sustenta cada amém que sai da sua boca com consciência do que está dizendo.

O Deus que você invoca quando diz amém é Rei. Isso significa que Ele tem autoridade sobre tudo o que você trouxe em oração. É fiel. Isso significa que o que Ele prometeu, Ele cumprirá, independentemente das circunstâncias que você está vendo agora. É o próprio Amém encarnado, o Cristo de Apocalipse 3, que garante a ponte entre a sua petição e o trono onde ela é recebida.

Não existe oração pequena quando termina com a consciência do que amém significa. Não existe pedido insignificante quando é selado com a declaração de que o Deus Rei Fiel está ouvindo e agirá de acordo com a sua soberana vontade. Seria desonesto terminar esse texto sem nomear o problema. A Igreja Evangélica Brasileira transformou “amém” em enfeite. Vira e mexe, “amém” é usado como pontuação emocional no meio de sermões, como resposta reflexa a qualquer coisa que soe espiritual, como preenchimento de silêncio em momentos de culto coletivo. Isso não é necessariamente pecado. Mas é desperdício.

Quando você entende que Amém” é El Melech Neeman, que é a assinatura do Eterno sobre uma petição, que é o nome que o próprio Cristo assumiu em Apocalipse, você para de jogá-la fora como quem joga confete. Você passa a usá-la com o peso que ela sempre teve, e que a repetição sem consciência foi lentamente retirando. A palavra não perdeu o poder. Nós perdemos a consciência do poder que ela carrega.

A partir de hoje, quando você fechar uma oração e disser amém, lembre-se de que não está encerrando uma conversa. Está selando uma petição com o nome do Deus que reina, que não falha e que se identificou pessoalmente com essa palavra desde antes de você existir. Isso não é ponto final. É ponto de chegada.

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